quinta-feira, 14 de março de 2019

Instituto Geológico e Parque de CienTec da USP promovem exposição: “Mulheres na Paleontologia”

Cartaz de divulgação

Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, 8 de março, o Instituto Geológico (IG) e o Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade de São Paulo (CienTec/USP) prepararam uma exposição comemorativa intitulada: “Mulheres da Paleontologia”. A amostra acontece no Parque CienTec/USP até o dia 31 de outubro, de segunda a sexta das 9h às 16h.

A exposição pretende, por meio de depoimentos em vídeo, mostrar o papel de um grupo de cientistas, mulheres, que atua em instituições no Estado de São Paulo. Neste sentido, foram entrevistadas paleontólogas que narram um pouco de suas trajetórias, experiências e dificuldades ao longo de suas carreiras. Essas paleontólogas se destacam, entre outras aqui não representadas, como nomes importantes na paleontologia nacional.

Ao mesmo tempo, a exposição proporciona o contato com alguns fósseis e publicações relacionados às áreas de atuação de cada uma delas.

O Estado de São Paulo é ocupado em grande parte por rochas sedimentares que contêm fósseis dos mais variados tipos e idades, desde 1 bilhão de anos até tempos quase atuais. Desde as primeiras explorações do território paulista no século XIX, houve muitas descobertas e avanços científicos no conhecimento dos fósseis, e graças ao protagonismo das mulheres, todo esse conhecimento é construído corroborando com os avanços das pesquisas paleontológicas.

Exposição: “Mulheres na Paleontologia”

De 08 de março até 31 de outubro
De segunda a sexta das 9h às 16h

Parque CienTec/USP
Av. Miguel Stéfano, 4.200
Água Funda – São Paulo – SP
(Em frente ao Jardim Zoológico)

REALIZAÇÃO:

Instituto Geológico – IG
Subsecretaria do Meio Ambiente
Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente

Parque de Ciências e tecnologia – CienTec/USP
Pró-reitoria de Cultura e Extensão Universitária/USP
Universidade de São Paulo – USP

Governo do Estado de São Paulo

sexta-feira, 1 de março de 2019

Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/IG concorrerá ao 16º prêmio destaque na iniciação científica e tecnológica do CNPq

Bolsista Ísis, ao centro, entre a Coordenadora Cláudia Varnier e Sibele Ezaki, sua orientadora

O Comitê PIBIC-IG anuncia que a ex-bolsista do Instituto Geológico, ÍSIS CRISTINA GARCIA SARAIVA, agraciada com o prêmio de melhor trabalho no 8° Seminário de Iniciação Científica PIBIC-IG (8º SICIG), e orientada pela Pesquisadora do Núcleo de Hidrogeologia, Sibele Ezaki e coorientada pela Profa. Dra. Mirian Chieko Shinzato, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), concorrerá ao 16º Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica, Edição 2018.

O projeto desenvolvido pela ex-bolsista, intitulado “Estudo de Remoção de Flúor de Águas Subterrâneas por Meio de Aluminas Ativadas com e sem Pré-Tratamento” avaliou o uso de aluminas ativadas comerciais (AN) e pré-tratadas com manganês (AP) na remoção de flúor do Aquífero Tubarão, no Estado de São Paulo.

A premiação foi instituída em 2003 pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e conta com a parceria da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A criação desse evento consiste em premiar os trabalhos de destaque entre os bolsistas de Iniciação Científica do CNPq, considerando os aspectos de relevância e qualidade de seu relatório final de pesquisa, bem como premiar as instituições participantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), e que contribuíram de forma relevante para o alcance das metas do referido programa.

O resultado será divulgado pelo CNPq até 24 de maio de 2019 no endereço: www.destaqueict.cnpq.br.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

IG participa do “Exercício Simulado de Abandono Emergencial de Área de Risco” no Município São Sebastião

Vistoria Técnica em área de Risco

A Prefeitura de São Sebastião, com o apoio da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC/SP), promoveu no último dia 09 de fevereiro um “Exercício Simulado de Abandono Emergencial de Área de Risco” para capacitar os residentes em áreas de risco e promover a interação entre órgãos envolvidos no atendimento de possíveis eventos de inundação e escorregamentos que podem ocorrer na cidade. O Exercício Simulado foi realizado no bairro Topolândia na Escola Municipal de Topolândia, um dos locais de abrigo em uma emergência. A ação teve a participação da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Grupamento Aéreo, Polícia Ambiental, Defesa Animal, Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), Instituto Geológico (IG), Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Guarda Municipal, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Cruz Vermelha, Escoteiros e das secretarias municipais.

Este simulado foi também em comemoração dos 43 anos da CEPDEC/SP, que ao longo do ano presta auxílio aos municípios do estado de São Paulo em situações de risco.

Exercícios Simulados como este buscam a capacitação da população no enfrentamento de ocorrências comuns no seu território, no caso de São Sebastião enchentes e deslizamentos, ajudando assim a evitar maiores danos materiais e principalmente danos físicos e mortes. Por ocasião ao simulado, também foi realizada uma ação local com a troca dos registros dos botijões de gás, quem levava o registro antigo recebia um novo com orientações de uso.

A participação do IG foi demonstrar como ocorre uma vistoria do local e conforme a ocorrência, a possibilidade de a população voltar ou não para a área afetada ou se haverá a necessidade de o poder público interditar a área afetada.

Este exercício deve verificar se tudo que está determinado pelo plano preventivo da Defesa Civil Municipal abrange todas as possíveis ocorrências; o tempo que leva para a evacuação do bairro; o tempo de socorro aos envolvidos e estabelecer protocolos para uma ocorrência real evitando perda de vidas da comunidade local.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Pesquisadora do Instituto Geológico é autora de capítulo de livro sobre mudanças climáticas


Capa do livro e foto da região da Ponta da Praia vista da balsa



Lançado no final de janeiro de 2019 o livro: “Climate Change in Santos Brazil: Projections, Impacts and Adaptation Options”, editado por Lucí Hidalgo Nunes, Roberto Greco, José A. Marengo, é o resultado do projeto “METROPOLE: Uma Estrutura Integrada para Analisar Tomada de Decisão Local e Capacidade Adaptativa para Mudanças Ambientais em Grande Escala: Estudos de Casos Comunitários no Brasil, Reino Unido e EUA”.

A publicação em língua inglesa tem como objetivo a divulgação dos resultados da pesquisa, fomentando o diálogo e a participação de tomadores de decisão, da população e dos representantes de organizações civis e privadas. Esperasse que com a divulgação dos estudos garanta-se medidas que possam retardar, minimizar ou até mesmo restringir os efeitos perversos da mudança climática nos próximos anos.

A pesquisadora do Instituto Geológico (IG) Dra. Célia Regina de Gouveia Souza é coautora em dois capítulos do livro, no capítulo 4 "Projections of Climate Change in the Coastal Area of Santos" e no capítulo 5 "Projection and Uncertainties of Sea Level Trends in Baixada Santista". A pesquisadora e autora principal do capítulo 6 intitulado: “Long Term Analysis of Meteorological-Oceanographic Extreme Events for the Baixada Santista Region”. Escrito em coautoria com o consultor Agenor Pereira Souza e Joseph Harari do Instituto Oceanográfico/USP, o capítulo apresenta BD de eventos meteorológicos-oceanográficos extremos (ressacas e inundações costeiras), entre 1928 e 2016 (Baixada Santista), e as análises das condições de ocorrência desses eventos, com vários indicadores. Oferecendo ao leitor uma visão histórica da elevação do nível do mar, com dados sobre: precipitação, temperatura e frequência de tempestades.

Sobre o Projeto METROPOLE: Foi desenhado para enfrentar alguns desafios importantes do nosso tempo: por um lado, como reduzir os riscos das alterações climáticas nas áreas costeiras, com vista a salvaguardar a vida, assegurando a segurança dos bens e a manutenção de ecossistemas ricos; e, por outro lado, como melhorar a interação entre cientistas, tomadores de decisão e população para um objetivo comum, para evitar que projeções alarmantes de elevação do nível do mar sejam realizadas. Participam pesquisadores de várias instituições brasileiras (INPE, CEMADEM, USP, UNICAMP, IG), americana University of Florida e inglesa Kings College of London.

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Publicação sobre Erosão Costeira tem participação de pesquisadora do Instituto Geológico (IG)

Capa do livro e foto da Ponta da praia em Santos

Lançado no final do ano de 2018 o livro: “Guia de Diretrizes de Prevenção e Proteção à Erosão Costeira”, é um documento técnico inédito que aborda os fenômenos costeiros, bem como traz orientações para as intervenções na linha de costa. Além disso, está inserido no Programa Nacional para Conservar a Linha de Costa (Procosta) no âmbito do Projeto Monitoramento e Gestão para Conservação da Linha de Costa. A publicação é o resultado de 4 anos de trabalhos e articulação entre representantes de diversos órgãos e instituições relacionadas a ações na área costeira do Grupo de Integração do Gerenciamento Costeiro (GI-Gerco).

Para tratar especificamente do tema prevenção e proteção à erosão costeira, criou-se um subgrupo de trabalho para discutir esse tema, o Subgrupo de Trabalho de Gestão de Riscos e Obras de Proteção Costeira (SgT-GROPC) se reúne desde 2014 e conta com a representação de diversos órgãos e participantes de instituições de pesquisa de vários estados brasileiros, dentre as quais o Instituto Geológico (IG) pela participação da Dra. Célia Regina de Gouveia Souza. Nesta publicação o SgT-GROPC apresenta uma iniciativa voltada para suprir a demanda ora demonstrada mediante à falta de informações e critérios para implantação de obras de intervenção e proteção costeira. O Guia foi planejado também como ferramenta para dar subsídios à tomada de decisões dos responsáveis pelas obras costeiras, sendo mais uma das iniciativas em prol da Gestão Integrada da Zona Costeira.

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Workshop sobre “Coprodução na Gestão de Riscos de Escorregamentos em Assentamentos Precários” é realizado em São Paulo

Auditório Prof. Francisco Landi Poli/USP

No dia 29 de janeiro de 2019, o Instituto Geológico (IG), o Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) e a Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental (ABGE) realizaram o Workshop “Coprodução na Gestão de Riscos de Escorregamentos em Assentamentos Precários” no Auditório Prof. Francisco Landi no Prédio da Administração da Escola Politécnica da USP.

A cerimônia de abertura contou com a presença da Cap. PM. Aline Betânia, Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC); Cláudia Echevenguá Teixeira, diretora do Centro de Tecnologias Geoambientais do IPT; Luciana Martin Rodrigues Ferreira, diretora do IG; Marcela Teixeira, representante da ABGE e Profa. Liedi Bernucci, diretora da Poli/USP.

Com o objetivo de apresentar e discutir o desenvolvimento da pesquisa “Coprodução de estratégias de gestão de riscos de escorregamentos por meio do desenvolvimento de infraestruturas de base comunitárias nas cidades latino-americanas”, as apresentações do primeiro bloco abordaram a metodologia e aplicação do projeto, o Prof. Harry Smith, coordenador do projeto da University of Edinburgh apresentou o processo metodológico do projeto, em seguida a profa. Mônica Escalante, da Universidad Nacional de Colômbia, demostrou a aplicação do projeto em comunidades de Medellín focando os objetivos do projeto, que são: a percepção, o monitoramento, a mitigação e a concertação. O prof. Alex Kenya Abiko da Poli/USP mostrou a aplicação do projeto na comunidade Vila Nova Esperança e fechando o bloco, a líder comunitária Lia Esperança falou da experiência dela e da comunidade em participar do projeto, e os desafios enfrentados para atingir a sustentabilidade.

No segundo bloco, as apresentações abordaram o papel da pesquisa científica, a situação e percepção de risco na esfera federal, estadual e municipal e propostas de urbanização em comunidades carentes. O Prof. Fernando Marinho da Poli/USP destacou a importância da pesquisa acadêmica e a divulgação dos resultados com a participação nas comunidades. Eduardo de Macedo do IPT abordou a legislação e a estrutura da Defesa Civil Federal e o papel dos órgãos de apoio, Eduardo de Andrade do IG explicou como funciona a gestão de risco no estado de São Paulo e o funcionamento da Programa Estadual de Prevenção de Desastres Naturais e de Redução de Riscos Geológicos (PDN). O Geólogo Ronaldo Malheiros, da Prefeitura de São Paulo apresentou o histórico da atuação em prevenção na cidade, e o arquiteto Renato Daud, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) demostrou o projeto de urbanização de favelas e usou o exemplo do Jardim Santo André, em Santo André e da Vila Nova União, zona leste de São Paulo.

Este projeto de pesquisa é financiado pela British Academy dentro do seu programa GCRF, Global Challenges Research Fund: Cities & Infrastructure. Participam do projeto equipes da Heriot-Watt University, University of Edinburgh, Universidad Nacional de Colômbia, Escuela de Barrios de Ladera e da Poli/USP. Na equipe de pesquisa brasileira também fazem parte pesquisadores do IG e do IPT.

A realização do Workshop é um dos resultados do projeto e faz parte da concertação (acordo) que tem como objetivo realizar o diálogo contínuo, preparar os moradores para entenderem e conviverem melhor com os riscos, aproveitando a oportunidade para aproximar diferentes atores nos trabalhos com as comunidades.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

O IG participa do “Exercício Simulado de Abandono Emergencial de Área de Risco no Município de São Luiz do Paraitinga – Distrito de Catuçaba”

Técnicos do Instituto Geológico (IG) durante o Exercício Simulado

No último final de semana a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC) promoveu um exercício para simular um evento geodinâmico no Distrito de Catuçaba, na Estância Turística de São Luiz do Paraitinga. A reunião preparatória ocorreu na sexta feira (18) na Biblioteca Municipal Nelson Ferreira Pinto envolvendo órgãos do poder público estadual como a Defesa Civil, o Instituto Geológico (IG), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Policia Militar, Corpo de Bombeiros, Trânsito, Patrulha e Grupamento Aéreo Águia, Secretaria da Saúde, SABESP, Elektro, Policiais Municipais, Cruz Vermelha, e grupos da sociedade civil como rádios comunitárias e especialistas em rafting. Um esquema muito grande coordenado pelo Secretário-Chefe da Casa Militar e Coordenador da Defesa Civil do Estado Cel. PM Walter Nyakas Júnior e da Prefeita Municipal Ana Lucia e seus auxiliares e secretário municipais.

Nesta reunião, os detalhes finais do simulado foram acertados com as ultimas orientações. A população do Distrito de Catuçaba foi orientada e preparada para participar do simulado afim de responder de forma coordenada a uma possível ocorrência como a que aconteceu no local no início do ano de 2018. Depois deste evento, a prefeitura se encarregou de preparar a população local, distribuindo pluviômetros, réguas de medidas de inundação, referencial de abrigos, locais onde estes devam ficar, entre outras atitudes.

O objetivo destes exercícios é capacitar a população local para reagir a um evento que pode se repetir e integrar os órgãos federais, estaduais e municipais que auxiliam nestes eventos, servindo de referencial para um futuro plano de contingência para abandono emergencial da comunidade.

No sábado (19) o exercício foi feito com a participação de todos os envolvidos, com demonstração de como ocorre um salvamento de uma vítima de escorregamento, e procura por vitima que foi arrastada pela correnteza; os profissionais de saúde fazendo o deslocamento da população, inclusive daqueles com mobilidade reduzida e treinando a população para desocupação da residência o mais rápido possível, levando uma muda de roupa, documentos e remédios controlados. E principalmente, não esquecer seu animal de estimação, orientação que foi passada pela Subsecretaria Estadual de Defesa dos Animais, que também participou do simulado. No abrigo, dinâmica de acolhimento, prestação de possíveis socorro, distribuição de roupas e alimentação a população afetada foi executado como em uma verdadeira ocorrência.

A participação do IG foi demonstrar como ocorre uma vistoria do local e conforme a ocorrência, a possibilidade de a população voltar ou não para a área afetada ou se haverá a necessidade do poder publico interditar a área afetada.

Este exercício deve verificar se tudo que está determinado pelo plano preventivo da Defesa Civil Municipal abrange todas as possíveis ocorrências; o tempo que leva para a evacuação do bairro; o tempo de socorro aos envolvidos e estabelecer protocolos para uma ocorrência real evitando perda de vidas da comunidade local.