quinta-feira, 29 de maio de 2014

Pesquisador do Instituto Geológico relata desastre de Itaóca em evento na Assembleia Legislativa de São Paulo

 Jair Santoro durante sua palestra Foto: ABGE
 Jair Santoro durante sua palestra Foto: ABGE

O Geólogo Dr. Jair Santoro proferiu palestra sobre o atendimento emergencial realizado no município de Itaóca (SP) em janeiro de 2014 durante evento promovido pela Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental (ABGE).
Com o tema: “Desastres em 2014 no Sudeste” o encontro foi realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo no dia 27 de maio de 2014 e contou com a participação de órgãos públicos e especialistas que puderam relatar experiência ante aos desastres ocorridos na região. 

Durante sua apresentação o pesquisador Jair relatou que o atendimento foi realizado após acionamento da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC), com a qual o Instituto Geológico (IG) mantém um Termo de Cooperação de apoio técnico a planos preventivos de defesa civil. A equipe do IG foi a primeira a chegar à região e esteve presente no período de 14 a 19 de janeiro de 2014, com duas equipes se revezando nos trabalhos de vistoria. 

As chuvas intensas da noite do dia 12 de janeiro de 2014, estendenram-se até o amanhecer de 13 de janeiro de 2014. Estima-se que o processo foi deflagrado pela ocorrência de até 150 mm de chuva em um período de 6 horas, o que gerou a elevação súbita (entre 4 a 5 metros) do nível do rio Palmital, que atravessa a área urbana. O transbordamento das águas atingiu diversas moradias situadas ao longo das margens direita e esquerda do rio Palmital, bem como uma extensa faixa de moradias situadas ao longo das vias de acesso locais. Também foram observadas inúmeras cicatrizes de escorregamentos nas encostas próximas ao vale do rio Palmital. A chuva intensa ocorrida em curto espaço de tempo, associada aos escorregamentos que ocorreram nas encostas, gerando grande aporte de materiais, compostos por sedimentos, fragmentos rochosos e seixos de tamanhos variados e de troncos de árvores, evidencia a ocorrência de um processo de corrida de detritos, com forte potencial de arrasto e destruição. O material transportado neste processo gerou assoreamentos e barramentos do fluxo de água ao longo da drenagem e, consequentemente, os transbordamentos que atingiram ao menos 100 moradias na cidade.

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Fonte: Instituto Geológico