quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Pesquisadoras do Instituto Geológico participam de Reunião Técnica de Acompanhamento do Projeto de Cooperação Brasil-Canadá

Sala de Reuniões da Coordenadoria de Planejamento Ambiental (CPLA)

No dia de 05 de novembro de 2018, a Diretora Geral do Instituto Geológico, Luciana Ferreira, e as pesquisadoras dessa instituição, Claudia Varnier e Denise Rossini Penteado, participaram da reunião técnica de acompanhamento do Projeto de Cooperação Brasil-Canadá.

Esse encontro ocorreu na Sala de Reuniões da Coordenadoria de Planejamento Ambiental (CPLA) e contou com a presença do Diretor do Water Institute, Roy Brouwer, do coordenador geral do projeto, Ricardo Hirata (CEPAS/USP), além de integrantes da Assessoria de Assuntos Internacionais (AINT), Companhia Ambiental de São Paulo (CETESB), Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), além do vice-cônsul comercial do Canadá, Patrick Courcelles.

Na ocasião, foram realizadas algumas apresentações técnicas. Inicialmente, Ricardo Hirata, apresentou os aspectos gerais do Projeto Temático, a ser submetido futuramente à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). A seguir, os coordenadores de alguns módulos, Claudia Varnier, Juliana G. Freitas, Paul Dale e Tatiana Tavares, fizeram breves apresentações abrangendo os objetivos, atividades previstas e os produtos esperados. Por fim, a pesquisadora Claudia Varnier apresentou os principais aspectos do município de Bauru e arredores, considerada como área potencial de estudo do referido projeto.

No período da tarde, procederam-se as discussões com o intuito de estabelecer os próximos passos, bem como o estabelecimento de prazos das ações e dos produtos a serem entregues.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Pesquisadoras do Instituto Geológico participam do XX Congresso Brasileiro de Águas Subterrâneas

Sibele - Mesa Redonda

No período de 06 a 08 de novembro de 2018, as pesquisadoras do Núcleo de Hidrogeologia, Amélia João Fernandes, Claudia Varnier e Sibele Ezaki participaram do “XX Congresso Brasileiro de Águas Subterrâneas”, realizado na cidade de Campinas (São Paulo). Este evento, organizado pela ABAS (Associação Brasileira de Águas Subterrâneas), é o mais prestigiado evento de hidrogeologia no Brasil. No total, foram apresentados 173 trabalhos técnicos, distribuídos em 08 sessões orais e 03 sessões painéis. Salientam-se também 10 mesas redondas e 04 palestras, abrangendo temas como legislação de águas subterrâneas, impactos ocasionados por atividades mineradoras, mercado de águas e privatização de aquíferos, água na indústria, desafios para o uso da água subterrâneas em áreas rurais, hidrogeologia de ambientes cársticos, aplicação de isótopos ambientais em hidrogeologia, situação de outorga de águas subterrâneas, aquíferos fraturados, entre outros.

A pesquisadora Amélia João Fernandes proferiu a palestra “Estudos em aquíferos fraturados: avanços e desafios” na mesa redonda intitulada “Aquíferos fraturados: onde está a água e para onde vai o contaminante?”, além de apresentar o trabalho “Caracterização dos grupos de fraturas e identificação dos mais transmissivos em aquífero cristalino, em São Paulo (SP)”.

A pesquisadora Claudia Varnier, por sua vez, apresentou o trabalho “Nitrato nas águas subterrâneas no Estado de São Paulo: como desarmar essa bomba relógio?”, bem como foi uma das integrantes da Comissão Científica.

Por fim, a pesquisadora Sibele Ezaki apresentou o trabalho “Isótopos de 14C e 4He na datação das águas subterrâneas do Aquífero Tubarão, porção leste da Bacia do Paraná no Estado de São Paulo” e mediou a mesa redonda intitulada “Fronteiras do conhecimento em hidrogeologia: aplicação de isótopos ambientais”.

A participação das pesquisadoras no referido evento permitiu divulgar parte dos resultados dos projetos desenvolvidos no Núcleo de Hidrogeologia, alguns deles em parceria com instituições brasileiras (p.e. CEA/UNESP, CEPAS/USP, CPRM, DAEE, IPT) e estrangeiras (AIEA).

Com a participação neste congresso foi possível também conhecer diversos trabalhos desenvolvidos no território brasileiro, permitindo uma troca de conhecimentos e interação com outras instituições.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Defesa Civil e Instituto Geológico promovem o 10° Seminário para redução de riscos e desastres no Estado de São Paulo


No dia 7 de dezembro, o Instituto Geológico (IG), da Secretaria do Meio Ambiente (SMA), e a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC), da Casa Militar do Governo de São Paulo, promoverão o: “X Seminário Estratégias para Redução de Riscos e Desastres a Eventos Geodinâmicos no Estado de São Paulo”. O evento será realizado no Espaço de eventos “Márcia Maria Rebouças” do Instituto Biológico, Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 – Vila Mariana, São Paulo, SP, a partir das 8h30.

O seminário tem como objetivo avaliar estratégias e ações de redução de risco e desastres desenvolvidas em 2018, em diferentes níveis governamentais. Serão enfatizadas as relações da gestão de risco de desastres em barragens, o mapeamento de risco participativo e o avanço de aplicações tecnológicas.

Espera-se que as instituições participantes estabeleçam uma agenda de trabalho e de aprofundamento dos temas do evento, em especial, a melhoria e compartilhamento de informações, o entendimento de conceitos e métodos de mapeamento de risco e suas relações com as mudanças climáticas, em busca do fortalecimento dos vínculos institucionais e da melhoria da gestão de risco de desastres nos próximos anos.

Ainda durante o seminário haverá assinaturas da Renovação do Termo de Cooperação Técnica entre Secretaria do Meio Ambiente (Instituto Geológico) e Casa Militar (Coordenadoria Estadual de Defesa Civil); Assinatura de resolução conjunta sobre que trata sobre a Segurança de Barragens de Mineração e de Transformação Mineral no Estado de São Paulo; Assinatura de Termo de Cooperação Técnica entre Secretaria do Meio Ambiente – Instituto Geológico e Casa Militar-Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil e o Anúncio da assinatura do contrato para avaliação e mapeamento de risco (escalas regional e local) de parte da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP – trechos norte/ oeste/ sudoeste/ sudeste) e do Litoral Norte.

O evento é aberto aos interessados no tema, com foco em servidores públicos municipais e estaduais da área de gestão de risco e desastres, acadêmicos, sociedade civil organizada e setor empresarial.

Confira a programação preliminar CLICANDO AQUI.

para se inscrever no evento CLIQUE AQUI.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Artigos sobre climatologia são destaques na Revista do Instituto Geológico


A Revista do IG é de acesso aberto, e publica artigos relacionados às Geociências e áreas correlatas, inéditos e originais, de caráter científico ou tecnológico. Destina-se também à publicação de revisões, notas prévias, comentários, críticas e réplicas de artigos de temas ligados às Geociências. A partir de 1980, a Revista dá sequência ao periódico do Instituto Geográfico e Geológico, o I.G.G. (1943-1968), e aos boletins científicos da Comissão Geográfica e Geológica do Estado de São Paulo, editados desde 1889. A Revista está indexada em bases nacionais e internacionais, tais como: SCOPUS, GeoRef, Latindex, Zoological Record, Periódicos CAPES, Portal de Periódicos Eletrônicos em Geociências – PPeGeo. Nesse ano, a Revista do IG completou 38 anos de existência.

Acesse o último volume da revista 38(2) e os demais volumes da coleção no Portal de Periódicos Eletrônicos em Geociências – PPEGeo, no link:


No volume 38(2) destacamos dois artigos que abordam temas relevantes na área de Climatologia.

O artigo “A Zona de Convergência do Atlântico Sul: uma visão e revisão críticas” de autoria de Rubens Junqueira Villela (IAG-USP) discute um dos tópicos mais comentados atualmente: a famosa ZCAS. Baseado em dados da literatura e por décadas de observação própria, o artigo aborda o conceito da ZCAS, sua relação com a sua congênere do Pacífico (Baiu), bem como sua influência nas precipitações no Brasil.

O outro artigo, de autoria de Frederico Luiz Funari (IAG-USP) e José Roberto Tarifa (Labclima-UFMS), intitulado “Insolação, radiação solar global e radiação líquida no Brasil“, é uma adaptação, revisada e adaptada, da dissertação de mestrado do primeiro autor. Trata-se da análise espacial e temporal desses parâmetros meteorológicos em nível nacional, partindo-se dos dados da rede meteorológica brasileira. As aplicações desse estudo são importantes para as áreas de agricultura, recursos energéticos renováveis, entre outras.

Os outros artigos que compõem o volume tratam de estudos sobre contaminação de águas subterrâneas no estado do Ceará: “Estudo hidroquímico do Aquífero Barreiras no Município de Eusébio, Ceará” e “Vulnerabilidade natural e perigo de contaminação do Sistema Aquífero Dunas na região norte do Município de Aquiraz, Ceará”, de autoria, respectivamente, de Rafael Mota de Oliveira et al. e Karen Vendramini de Araújo e al. Tais estudos apontam diretrizes importantes para a proteção dos recursos hídricos subterrâneos em áreas de expansão urbana acelerada.

Convidamos todos os colegas a submeterem artigos científicos para a Revista do Instituto Geológico.

Atenciosamente,

O Corpo Editorial

Sumário do volume 38(2):

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Instituto Geológico realizou o 8º Seminário de Iniciação Científica PIBIC-IG

 Mesa de Debates
Orientadores com Bolsistas e Professores da E. E. Maestro Fabiano Lozano
Entrega de Certificados aos Bolsistas

No dia 29 de maio de 2018, o Instituto Geológico (IG) realizou o “8º Seminário de Iniciação Científica PIBIC-IG (8º SICIG)”, na sede da instituição. O seminário foi organizado pelo Comitê do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Instituto Geológico (PIBIC-IG).

A 8º edição do evento celebrou as comemorações dos dias do Geógrafo (29/05) e do Geólogo (30/05) e antecipou as comemorações da Semana do Meio Ambiente.

Com uma visão multidisciplinar, o seminário teve uma temática moderna, atraindo profissionais da área de geociências, professores, estudantes e o público, em geral. Na ocasião, foram apresentados os trabalhos desenvolvidos pelos bolsistas de Iniciação Científica, categorias Ensino Médio e Ensino Superior, que fomentaram debates sobre diversos temas na área de Geociências e Meio Ambiente.

A abertura do 8º SICIG foi realizada pela Diretora Geral do Instituto Geológico, Luciana Martin Rodrigues Ferreira, que ressaltou o importante papel da instituição na formação acadêmica dos bolsistas, lembrando que vários pesquisadores da instituição já foram bolsistas ou estagiários, anteriormente. Em seguida, a coordenadora do Comitê do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC-IG), Claudia Varnier, apresentou o histórico deste programa, com enfoque na missão, números de bolsas concedidas e bolsistas contemplados, bem como as áreas de interesse. No final da apresentação, formou-se a mesa redonda, mediada pelo Dr. Ricardo Vedovello (IG), membro do Comitê PIBIC-IG e que contou, além da presença da Dra. Claudia Varnier (IG), do Dr. José Luiz Albuquerque Filho (IPT), membro do Comitê Externo PIBIC-IG, Wellington Henrique dos Santos, ex-bolsista PIBIC-IG (Ensino Superior) e Maurício Santos de Jesus, ex-bolsista PIBIC-IG (Ensino Médio). As discussões que se sucederam abordaram, sobretudo, a importância do programa na formação dos bolsistas, e como esta experiência possibilitou que eles se tornassem pessoas mais sensíveis à relação entre o homem e as ciências naturais, principalmente a geociências.

No total, foram apresentados 08 trabalhos. As quatro primeiras apresentações foram dos bolsistas do Ensino Médio, cujos temas abordados incluíram: georreferenciamento do acervo digital de fotografias aéreas do IG, nas regiões do Vale do Ribeira e Litoral Norte de São Paulo, uso de Sistemas de Informações Geográficas (SIG) na prevenção de eventos geodinâmicos e totais pluviométricos em Ubatuba e inventário de desastres relacionados a eventos geodinâmicos no Estado de São Paulo. Os quatro últimos trabalhos foram proferidos pelos bolsistas do Ensino Superior, dos quais abordaram-se os seguintes temas: análise da expansão urbana em áreas suscetíveis em Mairiporã, reavaliação do mapeamento da geomorfologia cárstica nos planaltos Lajeado-Bombas e Furnas-Santana, no Vale do Ribeira, mineralogia de paleossolos do planalto de Monte Verde, Serra da Mantiqueira e o uso de aluminas ativadas e modificadas com manganês, no tratamento de águas com flúor.

CADERNO DE RESUMOS

Os trabalhos apresentados no âmbito deste evento serão, em breve, disponibilizados no Caderno de Resumos do 8º SICIG.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Workshop para Proteção das Águas Subterrâneas reúne técnicos brasileiros e canadenses


Assinatura da Carta de Intenções entre o Secretário de Meio Ambiente e o Cônsul Geral do Canadá


Participantes em viagem de campo


Projeto conjunto entre o Water Institute e o Governo do Estado de São Paulo


No período de 7 a 9 de maio a Secretaria do Meio Ambiente, através da Assessoria de Assuntos Internacionais (AINT), do Instituto Geológico (IG), Fundação Florestal (FF), Instituto Florestal (IF) e Companhia Ambiental de São Paulo (CETESB), receberam a visita de três renomados pesquisadores do Water Institute (WI), da Universidade de Waterloo, Canadá, para 3 dias de trabalho no tema de Proteção das Águas Subterrâneas do Estado de São Paulo.



Na manhã do primeiro dia foram abertos os trabalhos com a presença dos diretores das instituições mencionadas, bem como do Secretário do Meio Ambiente, Maurício Brusadin, e do Cônsul Geral do Canadá em São Paulo, Stéphane Larue.



Após apresentação da Secretaria do Meio Ambiente, os pesquisadores Roy Brower, Philippe van Capellen e Neil Thomson apresentaram o Water Institute, instituição de pesquisa interdisciplinar em recursos hídricos, que através do fortalecimento de redes internacionais colaborativas, promove a educação e a transferência de conhecimento do meio científico para os diversos grupos de interesse, de modo a levar à implementação de soluções inovadoras e de políticas públicas. A missão do Water Institue é ser um líder internacional na geração de avanços no uso sustentável e gerenciamento da água para o benefício do meio ambiente, da economia e da sociedade.



No período da tarde do primeiro dia foram realizadas apresentações do IG, Instituto de Geociências da USP, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), CETESB e FF relativas aos projetos desenvolvidos no Aquífero Bauru, sobre balanço hídrico, e rede de monitoramento de qualidade da CETESB, bem como gestão de áreas contaminadas e gestão das Unidades de Conservação do Estado de São Paulo.



No segundo dia foi feita viagem de campo para a região de Brotas, em que foram visitados locais de interesse dentro da APA Corumbataí (cuja gestão é feita pela Fundação Florestal), que tem a função de proteger as áreas de recarga do Aquífero Guarani. Também foi visitado o Centro de Pesquisas em Recursos Hídricos e Ecologia Aplicada (CRHEA/USP), localizado junto à Represa do Lobo, Itirapina, onde o professor Edson Wendland apresentou as pesquisas que desenvolve relacionadas à recarga do Aquífero Guarani.



No terceiro dia, os pesquisadores e técnicos do IG, FF, IF, CETESB, AINT e Water Institute, com a importante colaboração dos convidados presentes (IGc-USP, UNIFESP e IPT) trabalharam exaustivamente na delineação de um projeto de pesquisa conjunto, traçaram uma estratégia para captação de recursos e definiram um cronograma das atividades iniciais. O tema principal do projeto é a proteção da quantidade e qualidade do Aquífero Bauru, que abastece integralmente mais da metade dos municípios da porção ocidental do Estado de São Paulo, abordando tanto áreas urbanas como rurais, com atenção ao papel dos diversos tipos de cobertura vegetal no fornecimento de serviços ecossistêmicos e para o fortalecimento da segurança hídrica, em especial no cenário das mudanças climáticas.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Pesquisadoras do IG e do IPT apresentam os resultados finais do Projeto de Pesquisa em Reunião no Sindicato Rural de Bastos

Foto: Tatiana Tavares

No dia 23 de maio de 2018, as pesquisadoras Claudia Varnier, do Núcleo de Hidrogeologia do Instituto Geológico (IG/SMA), e Tatiana Tavares, do Centro de Tecnologias Geoambientais (CTGeo) do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), apresentaram os resultados finais do Projeto de Pesquisa intitulado “Avaliação da Contaminação por Nitrato nas Águas Subterrâneas do Sistema Aquífero Bauru, na Área Rural do Município de Bastos (SP)”, em reunião ocorrida no Sindicato Rural de Bastos. O objetivo principal deste estudo consistiu em avaliar e caracterizar a contaminação de nitrato nas águas subterrâneas frente às atividades agropecuárias na área rural do município homônimo, definindo as principais fontes potenciais, bem como a proposição de medidas de mitigação do problema, incluindo boas práticas na avicultura, e de proteção aos recursos hídricos subterrâneos. Salienta-se que esta pesquisa contou com o apoio dos pesquisadores do IG/SMA e está inserida no projeto maior, intitulado “Estudos de Restrições em Aquíferos no Alto Aguapeí e Alto Peixe (Bauru e Guarani)”, cujo tomador de recursos financeiros junto ao Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO) é o IPT, sob a coordenação geral da pesquisadora Tatiana Tavares.

Após a apresentação dos resultados, realizou-se uma discussão do tema em pauta, com enfoque nas propostas de medidas de proteção das águas subterrâneas (p.e. gerenciamento de poços contaminados por nitrato, possibilidade de uso da água contaminada na avicultura, procedimentos sobre proteção sanitária dos poços, perfuração de novas captações, disposição e gerenciamento do resíduo) e as próximas etapas.

A reunião contou com a participação do diretor presidente do Sindicato Rural de Bastos, Sr. Katsushide Maki, além dos senhores Yasushiko Yamanaka e Wellington Koga, ex-diretores da entidade e atualmente representantes efetivos de Bastos junto à Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (FAESP).

Em breve, tais resultados serão apresentados em reunião do Comitê de Bacias do Aguapeí-Peixe.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Instituto Geológico promove o 8º Seminário de Iniciação Científica PIBIC-IG



No dia 29 de maio de 2018, das 10h às 16h, o Instituto Geológico (IG/SMA) realizará o 8° SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PIBIC-IG, na sede da instituição. O evento é organizado pelo Comitê Institucional do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Instituto Geológico (PIBIC-IG).

Na ocasião, serão apresentados os trabalhos de Iniciação Científica do PIBIC-IG (Ensino Superior) e PIBIC-IG Junior (Ensino Médio). Os trabalhos de Iniciação Científica têm caráter multidisciplinar e uma temática moderna, que refletem parte da produção científica do instituto. Profissionais, técnicos, professores e o público geral estão convidados a participar do referido evento.

Para acessar o Programa Final CLIQUE AQUI

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Instituto Geológico recebe a visita do Professor Alain Rouleau da Universidade de Chicoutimi, Canada

Reunião com o Núcleo de Hidrogeologia

O professor Alain Rouleau, da Universidade de Quebec em Chicoutimi, Canada, participou de uma reunião do Programa Aquíferos, em 16 de abril, onde participaram técnicos e pesquisadores do Instituto Geológico, CETESB e CPRM.

O foco da reunião foi mostrar e discutir sobre a experiência de parceria entre as universidades e os órgãos de governo da Província de Quebec na execução do Programa de Aquisição de Conhecimento sobre as Águas Subterrâneas (PACES).

A base desse programa, iniciado em 2008, é o mapeamento hidrogeológico sistemático, solicitado e financiado pelo Governo de Quebec, que percebeu a importância dos aquíferos para o desenvolvimento econômico e para a segurança alimentar da população.

Os estudos foram desenvolvidos pelas universidades, com financiamento e acompanhamento do Ministério do Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente da Província de Quebec. A primeira etapa do Programa, iniciada em 2008, enfocou os distritos mais populosos da Província de Quebec, totalizando cerca de 13 estudos, onde o Professor Alain Rouleau coordenou aqueles desenvolvidos nas regiões de Charlevoix/Haute-Côte-Nord e Saguenay–Lac-Saint-Jean. Neste ano foi iniciada uma segunda etapa para completar os estudos para a Província de Quebec. O projeto abrangeu o levantamento hidrogeológico da região, a construção de uma base de dados hidrogeológicos georreferenciados, a transferência desse conhecimento para os municípios, bem como oficinas de familiarização com os relatórios e bancos de dados, para que os municípios e outros grupos de interesse se tornem aptos a consultá-los e a tomar decisões com base neles. Os trabalhos continuam visando a construção de uma estrutura para atualização contínua dos levantamentos, bem como sua utilização nas várias instâncias de governo.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Visita guiada temática no Museu Geológico abre a Semana do Meio Ambiente


Nos dias 2 e 3 de junho (sábado e domingo), o Museu Geológico (MUGEO) será palco de visitas guiadas com o tema Cartografia, Geociências e Meio Ambiente. As visitas, com duração média de 20 minutos, serão conduzidas pelos monitores do Museu. Durante a atividade, os monitores conversarão com os visitantes sobre técnicas cartográficas antigas e atuais, além de mostrar equipamentos antigos empregados na produção de mapas.

O evento, que é parte das comemorações pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, será também uma oportunidade para discutir a relação entre mapas e meio ambiente.

A atividade é gratuita e não é necessária inscrição prévia. Estão programadas três visitas em cada dia de atividade, às 11:00, 14:00 e 15:30 horas.

O Museu Geológico está localizado no Parque da Água Branca, que fica na Avenida Francisco Matarazzo, 455 - Água Branca. Fica aberto ao público de terça a domingo, das 9 às 17 horas.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Amigos e funcionários do Instituto Geológico homenageiam o Pesquisador Científico Geraldo Hideo Oda

 Geraldo Hideo Oda
Funcionários do Instituto Geológico

Após 42 anos de dedicação ao Instituto Geológico (IG), o pesquisador Geraldo Hideo Oda aposentou este ano (2018). Geólogo por formação, consolidou sua carreira de pesquisador científico na área da hidrogeologia, chefiando por vários anos, com competência e equilíbrio, a equipe da Seção de Hidrogeologia.

Durante sua carreira, acompanhou atividades de perfuração de poços e desenvolveu pesquisas sobre o Aquífero Tubarão desde a década de 70. Por sua importante contribuição ao conhecimento do Aquífero Tubarão no Estado de São Paulo, o pesquisador foi um dos responsáveis pela elaboração do Mapa de Águas Subterrâneas do Estado de São Paulo, publicado em 2005.

Valorizado pela sua conduta ética, profissionalismo e companheirismo no ambiente de trabalho, funcionários e a diretoria da instituição realizaram, no dia 13 de abril, uma breve cerimônia em sua homenagem, onde a equipe de Hidrogeologia pode expressar sua admiração e prestar seus agradecimentos por todo o conhecimento e experiência que o pesquisador dedicou a todos aqueles que tiveram a sorte de trilhar o caminho da hidrogeologia no IG.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

O Instituto Geológico participa do II Seminário Estadual e I Internacional de Educação em Redução de Riscos e Desastres



Distribuição do certificado de participação


Assistente Pedro Carignato recebendo o certificado de apresentação


Assistente Pedro Carignato na apresentação do evento


Nos dias 03 e 04 de abril de 2018, realizou-se na Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores do Estado de São Paulo “Paulo Renato Costa Souza“, em Perdizes, o “II Seminário Estadual e I Internacional de Educação em Redução de Riscos e Desastres” para discutir como a comunidade deve pensar e olhar o ambiente em que vive para entender a dinâmica dos eventos geodinâmicos mais conhecidos como desastres naturais.

No primeiro dia, ocorreram duas videoconferências. A primeira com a participação do Major PM Basso representando a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Governo do Estado de São Paulo (CEDEC/SP), a representante da Secretaria Estadual da Educação (SEE), Prof. Andrea Cristina B. Cardoso, que explicaram a parceria entre a SEE/SP e o CEDEC/SP. Na segunda, a participação da Profa. Tania Regina M. Resende do Centro de Apoio Pedagógico Especializado (CENP/SEE/SP) e a Profa. Debora Olivato, representando a Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEM), apresentando a implantação do projeto nas escolas estaduais.

No segundo dia, abriram o evento o Secretário Estadual da Educação José Renato Nalini e a Secretária da Casa Militar Coronel PM Helena dos Santos Reis, coordenadora da Defesa Civil Estadual para a discussão sobre a participação dos órgãos públicos e educadores na aplicabilidade do projeto nas escolas e receptividade dos alunos ao que está sendo passado para eles com relação ao tema. Contou ainda, com a participação de pesquisadores da Costa Rica e Paraguai.

O evento teve a participação de educadores, profissionais integrados a Defesa Civil Estadual, bem como pesquisadores e representantes da sociedade civil que atuam junto as comunidades quando ocorre os eventos. O principal debate foi como educar a comunidade a reconhecer os riscos, se preparar para reagir se algo acontecer, e ser resiliente ao evento quando acontecer. Ser resiliente é ter a capacidade de se adaptar e crescer após situações de crise ou adversidades. Superar desafios, aprendendo a transformar algo ruim em uma forma de superar os obstáculos que ocorrem quando acontece algum evento geodinâmico, conhecido como desastres naturais.

Durante os dois dias, os palestrantes das universidades discutiram a formação do professor para poder ensinar sobre a dinâmica da Terra; como o poder público se prepara para os eventos e como ele reage quando ocorre; experiencias em outros países latinos foram apresentados; e como os pesquisadores dos institutos de pesquisa disponibiliza suas pesquisas para a discussão com a comunidade.

O Instituto Geológico (IG), participou do evento com o Assistente de Pesquisa Pedro Carignato B. Leal que apresentou uma palestra sobre a atuação do IG na divulgação científica através das bolsas de pesquisa para o Ensino Médio e Superior, o trabalho de orientação nos atendimentos feitos em conjunto com a Defesa Civil e principalmente com o material didático produzido pelo instituto em forma de cartilhas, livros e recursos didáticos diversos. Em meio aos depoimentos, a professora de escola estadual, Grazieli Alessandra de M. Vitoriano da cidade de Campos do Jordão, comentou que foi através de um curso realizado em 2014 para os educadores e profissionais ligado a educação do IG em parceria com a Defesa Civil de Campos do Jordão, que possibilitou ao entendimento da dinâmica que interfere no território da sua cidade, trazendo um entendimento que sua participação deveria fazer a diferença nos eventos e sua cidade, e assim quando ocorreu a possibilidade de ajudar no projeto de Educação para os Eventos de Risco na sua escola, ela abraçou a ideia. São estes depoimentos que traduz o trabalho de pesquisa feito pelo IG.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

A exposição fotográfica itinerante “Os Rios da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo – Documentos do Passado – 1886 a 1910” completa 21 anos

 UMAPAZ, Parque do Ibirapuera - SP
 UMAPAZ, Parque do Ibirapuera - SP
 UMAPAZ, Parque do Ibirapuera - SP
 UMAPAZ, Parque do Ibirapuera - SP
UMAPAZ, Parque do Ibirapuera - SP

A exposição fotográfica itinerante “Os Rios da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo – Documentos do Passado – 1886 a 1910” é composta por fotos históricas que retratam as expedições realizadas pela CGG entre 1886 a 1910. As expedições percorreram os principais rios do estado de São Paulo: Paranapanema, em 1886; Paraná, Tietê, Feio (Aguapeí) e do Peixe, em 1905; e rio Grande e afluentes, em 1910.

Idealizada em 1997 pelo Museu Geológico (MUGEO), do Instituto Geológico (IG), a exposição contou com apoio da Petrobras e da Vitae para ser concretizada e tem como objetivo apresentar a atuação da CGG nas expedições de reconhecimento do território paulista ocorridas no final do século XIX e início do século XX. Participaram das expedições pesquisadores e naturalistas famosos, como Theodoro Sampaio, Albert Loefgren, Orville Adelbert Derby, João Pedro Cardoso, Francisco de Paula Oliveira, Luiz Felipe Gonzaga de Campos, entre outros.

Por ser uma exposição itinerante, um grande número de pessoas, de várias regiões do estado de São Paulo, teve a oportunidade de conhece-la. Recentemente, a exposição esteve na cidade de Botucatu (junho de 2017) e também na Capital, na Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura da Paz, no Parque do Ibirapuera (novembro de 2007 a março de 2018).

Por mais de 20 anos a exposição apresentou ao público, por meio de suas fotos históricas, as mudanças ocorridas na paisagem natural do Estado de São Paulo ao longo de mais de cento e vinte anos, despertando a reflexão sobre a importância pioneira desse trabalho, seu valor histórico, as causas e consequências para a atualidade.

A Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo

A história da Comissão Geográfica e Geológica remete aos processos de transformação ocorridos no início do século XX no Estado de São Paulo, principalmente aqueles relacionados às mudanças da paisagem natural decorrentes do processo de ocupação do território paulista e da apropriação econômica dos recursos naturais. A comissão foi patrocinada pela elite cafeeira, que via em seus trabalhos a possibilidade de aumentar a produção e, também, sua influência política.

A CGG realizou estudos, levantamentos cartográficos e relatos detalhados da geografia, geologia, climatologia, botânica, hidrografia e zoologia, da então Província de São Paulo e posterior Estado de São Paulo. O trabalho realizado serviu de base para a ocupação territorial das áreas até então consideradas “desconhecidas” no Estado.

Entre suas realizações destacam-se as expedições exploratórias aos grandes rios paulistas, e, assim como os antigos Bandeirantes, os pesquisadores utilizaram essas vias naturais de transporte para iniciar os levantamentos científicos. Os trabalhos da CGG duraram até 1931, e quase tudo que se realizou em pesquisas (mapas, relatórios, documentos fotográficos, além de equipamentos) passou a pertencer aos diversos órgãos e instituições de pesquisa dela originadas, como o Instituto Geológico, os Institutos de Botânica, Florestal, Geográfico e Cartográfico, Astronômico e Geofísico (USP), dentre outros, além de museus, como o Museu Geológico (MUGEO), do IG, e os de Zoologia e o Paulista (Ipiranga).

quinta-feira, 29 de março de 2018

Prorrogado a “Operação Chuvas de Verão” do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) 2017-2018 até o dia 06/04

Reunião Técnica da Comissão Executiva do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC)

Em reunião técnica da Comissão Executiva do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) realizada no dia 28/03/18, no Palácio dos Bandeirantes, foi avaliado a necessidade ou não de prorrogação da “Operação Chuvas de Verão”, que normalmente termina no dia 31 de março.

Além da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC), estiveram presentes representantes do Instituto Geológico (IG), do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Casa Militar, da SOMAR (meteorologia) e das Coordenadorias Regionais de Defesa Civil (REDEC’s). Após a abertura da reunião, foi solicitado a SOMAR que apresentasse uma projeção das chuvas para o período pós 31 de março. Segundo as previsões meteorológicas, existe a possibilidade de alguns eventos de chuvas intensas no começo do próximo mês.

Neste sentido, os representantes entenderam que não seria oportuno o encerramento da operação conforme o programado, e de comum acordo, optou-se por manter as atividades da operação até as 24 horas do próximo dia 06 de abril de 2018.

Sobre o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC)

O PPDC entra em operação anualmente, no período de (01/12 à 31/03) por isso também é conhecido como “Operação Chuvas de Verão”. É coordenado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) e conta com o apoio técnico do Instituto Geológico (IG), instituído por meio de Termo de Cooperação Técnica entre os dois órgãos. Atualmente o plano abrange um total de 175 municípios em diversas regiões do estado.

O PPDC envolve ações de monitoramento dos índices pluviométricos (chuvas), previsão meteorológica, vistorias de campo e atendimentos emergenciais. O Plano está dividido em 4 níveis operacionais: OBSERVAÇÃO, ATENÇÃO, ALERTA e ALERTA MÁXIMO e para cada nível existe uma ação específica para enfrentamento da situação. O PPDC tem um caráter preventivo, com objetivo principal de evitar a ocorrência de mortes, por meio da remoção preventiva e/ou temporária da população que ocupa as áreas de risco, antes que os escorregamentos atinjam suas moradias.

Desde que foi criado em 1989 o PPDC constitui-se em um importante instrumento capaz de subsidiar as ações preventivas dos poderes públicos municipais e estadual, principalmente quando estes buscam soluções de problemas causados pela ocupação de áreas de risco. Também podem ocorrer atendimentos emergenciais a outras localidades que não possuem Planos Preventivos, tendo em vista a prevenção de acidentes, a partir do acionamento e análise do evento por parte da CEDEC e do IG.

Para mais informações acesse o site da Defesa Civil: (http://www.defesacivil.sp.gov.br/)

terça-feira, 27 de março de 2018

Há 132 anos era criada a Comissão Geográfica e Geológica (CGG)

 Primeiros Técnicos da CGG
 Corredeira do Tombo do Meio
Mapa de São Paulo com área desconhecida antes de 1886


A COMISSÃO GEOGRÁFICA E GEOLÓGICA (CGG) iniciou suas atividades em 27 de março de 1886, substituindo a Comissão Geológica do Brasil. Ambas tinham como finalidade a prestação de serviços ao governo do Estado de São Paulo, que vivenciava a impulsão do crescimento econômico, decorrente da expansão cafeeira. Com a cafeicultura e o acelerado crescimento econômico da Província de São Paulo, surgiu a necessidade de se conhecer o território paulista. Assim a CGG destinou-se a realizar pesquisas e levantamentos detalhados sobre o solo, clima, geomorfologia, geologia e hidrografia do Estado de São Paulo. O trabalho da CGG revelou-se extremamente importante para o processo de ocupação territorial no interior do Estado.

Entre suas realizações destacam-se as expedições exploratórias aos grandes rios, e, assim como os antigos Bandeirantes, os pesquisadores utilizaram essas vias naturais de transporte para iniciar os levantamentos científicos. Os trabalhos da CGG duraram até 1931, e quase tudo que se realizou na pesquisa (mapas, relatórios, documentos fotográficos, além de equipamentos), passaram a pertencer a diversos órgãos e instituições de pesquisa como o Instituto Geológico, o Instituto de Botânica, o Instituto Florestal, o Instituto Geográfico e Cartográfico, o Centro Tecnológico de Hidráulica e Recursos Hídricos, o Museu Paulista (Ipiranga), o Museu de Zoologia, o Museu de Arqueologia e Etnologia, o Instituto Astronômico e Geofísico, dentre outros.

Colaboraram na Comissão, pesquisadores e naturalistas famosos como: Theodoro Sampaio, Albert Loefgren, Orville Adelbert Derby, Francisco de Paula Oliveira, Luiz Felipe Gonzaga de Campos, entre outros.

A CGG, em 45 anos de existência, lançou em média duas publicações por ano, colaborando com seus levantamentos no reconhecimento e planejamento do espaço territorial paulista. Deve-se ainda à CGG a aquisição e coleta de parte das coleções que atualmente compõem o acervo do Museu Geológico – MUGEO.

Criado em 2010 a Curadoria do Acervo Histórico, do MUGEO, tem como objetivo identificar, organizar, descrever, preservar e divulgar o acesso às informações de uma importante documentação relativa aos estudos geocientíficos que nortearam a ocupação do solo no Estado de São Paulo. O arquivo abrange o período entre 1886 e 1975 e seu objetivo maior é o de manter a conservação dessa documentação para as futuras gerações e permitir o fácil acesso às informações para pleno uso dos cidadãos e dos pesquisadores.

Ao longo desse ano a equipe do Centro de Comunicação Técnico-Científica, em conjunto com a Curadoria do Acervo Histórico disponibilizarão os relatórios históricos da CGG. A principio 3 relatórios históricos estão disponíveis e já podem ser acessados pelo link abaixo.

Publicações disponíveis para download

segunda-feira, 12 de março de 2018

Áreas de risco no Litoral Norte e no Vale do Paraíba foram avaliadas pelo Instituto Geológico


 São Luiz de Paraitinga
Ubatuba
Bananal

No mês de fevereiro, na passagem do 22 para o dia 23 o Município de Ubatuba foi atingido por fortes chuvas que geraram volumes acumulados de 300 mm em 72 h. No dia 23 foram realizados atendimentos emergenciais em dois bairros. No bairro Sesmaria foi registrado 1 óbito em decorrência de escorregamento que atingiu algumas moradias em duas áreas, e no bairro de Enseada duas outras áreas também foram atingidas por escorregamento, ferindo 1 pessoa. A Prefeitura Municipal e a Defesa Civil Estadual prestaram apoio aos moradores.

No dia 27, uma outra equipe realizou vistoria técnica no Distrito Catuçaba, Município de São Luiz do Paraitinga, que foi severamente afetado por uma forte precipitação pluviométrica ocorrida no fim da tarde do dia anterior (26/02), cujo acumulado de três horas foi medido em 139 mm. Ocorreram enchentes, inundações e solapamento de margens ao longo do Ribeirão do Chapéu e de seus tributários. No centro do Distrito foram atingidas ruas e aproximadamente 150 moradias, que nos casos mais extremos o nível da água ultrapassou 1,5 m. A Prefeitura Municipal e a Defesa Civil Estadual prestaram apoio aos moradores.

Já no mês de março, nos dias 07 e 08 foram realizadas vistorias emergenciais no Município de Bananal, que foi atingido por fortes chuvas ocorridas nos primeiros dias do mês, tendo sido registrado pela Coordenadoria Municipal de Defesa Civil um acumulado de aproximadamente 70 mm em três horas. Estas chuvas deflagraram diversos escorregamentos em taludes naturais, de corte e aterros, alguns dos quais atingiram moradias e vias.

No Município de Areias, o acumulado de chuva de 175 mm em 72 horas deflagrando escorregamentos de taludes de corte em diversos pontos do Município. Como resultado das vistorias, além de outras recomendações, foi indicada a interdição preventiva de 8 moradias durante o período chuvoso.

CLIQUE AQUI e veja como foi a análise de risco emergencial em São Sebastião e Ilhabela.

CLIQUE AQUI e saiba como foi o atendimento em Monteiro Lobato.

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Maiores informações:

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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Análise de risco emergencial é realizada em 20 pontos em São Sebastião e Ilhabela após fortes chuvas atingirem a região

 Atendimento em São Sebastião
Atendimento em Ilhabela


Atendendo os procedimentos do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC), o Instituto Geológico (IG) e a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) realizaram, nos dias 15 e 16 de fevereiro, vistoria técnica em várias áreas dos municípios que foram afetadas pela forte chuva ocorrida em 14 de fevereiro de 2018.

Em São Sebastião foram vistoriados 07 pontos nos bairros Itatinga, Topolândia e Enseada com a interdição de cerca de trinta moradias. Em Ilhabela foram vistoriados 13 pontos, nos bairros do Morro do Cantagalo, Itaquanduba (Morro dos Mineiros), Água Branca e Cambaquara com a interdição de oito moradias.

Os principais processos perigosos observados foram escorregamentos planares de solo e material de aterro, rastejo de solo, enxurradas, queda e rolamento de blocos e erosão acelerada.

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Instituto Geológico mapeou o perigo de contaminação da água subterrânea na região de Indaiatuba a Capivari (SP)

Perigo de contaminação da água subterrânea relacionado à atividade agrícola na área rural

O Instituto Geológico (IG) realizou um mapeamento do perigo de contaminação dos aquíferos na porção sul da UGRHI 5 (Bacias Hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) na região entre Indaiatuba e Campinas (SP), leste do estado de São Paulo, caracterizada por um expressivo desenvolvimento econômico e acentuado processo de expansão urbana. A metodologia abordada considera que o perigo de contaminação da água subterrânea resulta da interação entre a vulnerabilidade natural dos aquíferos e a carga potencial contaminante imposta por atividades antrópicas, e se apoia no uso de técnicas de análise espacial. Os resultados, publicados no volume 38(1) da Revista do IG estão disponíveis em: (http://ppegeo.igc.usp.br/index.php/rig/article/view/11688), indicam que as áreas mais críticas estão nos distritos industriais de Indaiatuba e de Salto e em áreas dispersas ao longo do rio Capivari e das rodovias.

Para esse mapeamento, foram utilizados os mapas de classificação de fontes pontuais e difusas elaborados pela mesma equipe em trabalho anterior, Disponível em: (http://ppegeo.igc.usp.br/index.php/rig/article/view/8949/8214).

As pesquisas inserem-se no âmbito do projeto Arctub-1, financiado pelo FEHIDRO. Para acessar o relatório final e seus anexos CLIQUE AQUI.

O mapeamento auxiliará no planejamento do uso e ocupação do solo da região, indicando prioridades para o controle das atividades antrópicas e para a proteção das captações de água subterrânea.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Instituto Geológico participa de cerimônia de comemoração do 42º aniversário da Coordenaria Estadual de Defesa Civil (CEDEC)

Eduardo, Célia, Coronel PM Helena, Luciana e Cláudio

Luciana Martin Rodrigues Ferreira, diretora do Instituto Geológico (IG), juntamente com pesquisadores e técnicos da instituição estiveram presentes em evento comemorativo do 42º aniversário de criação da Coordenaria Estadual de Defesa Civil (CEDEC). O evento foi realizado no dia 08 de fevereiro de 2018 no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo.

Durante a solenidade ocorreu a outorga da “Medalha da Defesa Civil”, entregue pela a Secretária Chefe da Casa Militar e Coordenadora Estadual de Defesa Civil, Coronel PM Helena dos Santos Reis. O Secretário do Meio Ambiente, Maurício Brusadin foi um dos 45 agraciados que, além da medalha, receberam o certificado reconhecido oficialmente pela Defesa Civil por seus méritos e relevantes serviços prestados, que contribuíram de forma expressiva com as ações gestão de riscos e de desastres, tornando-se desta forma merecedoras de reconhecimento público.

Maiores Informações:
 

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Estudantes contribuem para o uso sustentável do meio ambiente, a partir de iniciação científica na área de Geociências

Programa PIBIC-IG ultrapassa a marca de 50 bolsistas

Instituído em agosto de 2011, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Instituto Geológico (PIBIC-IG) objetiva estimular o desenvolvimento do pensamento científico e iniciação à pesquisa de estudantes de graduação dos ensinos superior e médio, por meio da realização de estudos em temas e áreas de atuação do Instituto Geológico, voltados a subsidiar a ocupação do território e o uso sustentável dos recursos naturais.

O PIBIC-IG está vinculado ao Programa de Bolsas de Iniciação Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.

Desenvolvendo os trabalhos junto a projetos e atividades técnicas institucionais, os bolsistas do Programa têm a oportunidade de compreender o papel das ciências em apoio às necessidades humanas e de exercitar os princípios da construção e execução de estudos e pesquisas na área de Geociências.

No período entre 2011 e 2016 o Programa já concedeu 46 bolsas de iniciação científica, sendo 30 bolsas para alunos do ensino superior e 16 bolsas para estudantes do ensino médio. Discutidos em Seminários Anuais, os trabalhos e pesquisas foram publicados em Boletins do Instituto Geológico.
Caderno de Resumos reúne contribuições dos bolsistas do CNPq junto ao Instituto Geológico em 2017

A 7º edição do Seminário de Iniciação Científica (SICIG), realizada no dia 31 de maio de 2017, celebrou as comemorações dos dias do Geógrafo (29) e do Geólogo (30) e antecipou as comemorações da Semana do Meio Ambiente, cujo dia é celebrado em 05 de junho. Com uma visão multidisciplinar, o 7º SICIG contemplou uma temática moderna, de interesse de profissionais, técnicos, professores, graduandos e do público, em geral.

No total, foram apresentados 09 trabalhos que fomentaram debates sobre diversos temas na área de Geociências e Meio Ambiente. Os temas abordados nas apresentações incluíram i) monitoramento de áreas de risco; ii) caracterização de riscos geodinâmicos; iii) uso de Sistemas de Informações Geográficas (SIG) na caracterização de eventos geodinâmicos; iv) levantamento histórico de dados de inundação; v) análise de dados pluviométricos; vi) variação da linha de costa e balanço sedimentar praial; vii) geologia sedimentar e terrenos cársticos.

Reunidas na forma de resumos simples ou expandidos, produzidos pelos próprios bolsistas, as pesquisas de iniciação científica apresentadas no 7º SICIG estão sendo disponibilizadas em um Caderno de Resumos que está disponível para consulta no site do IG e pode ser acessado AQUI.

O Comitê do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Instituto Geológico (PIBIC-IG), responsável pela coordenação e acompanhamento das atividades, espera que os interessados possam aproveitar a leitura.

Nova safra


Atualmente o PIBIC-IG conta com 9 bolsistas de iniciação científica – cinco de ensino superior e quatro de ensino médio. As pesquisas e estudos em andamento contemplam usos de geotecnologias em estudos geocientíficos e ambientais, análise e avaliação de áreas de risco e prevenção de desastres naturais associadas aos fenômenos de deslizamentos e inundações, avaliação e mapeamento de solos, rochas e relevos a partir de abordagens geológicas e geomorfológicas; e estudos hidrogeológicos associados à composição química das águas subterrâneas.
Trabalho de avaliação de índices de precipitações críticas associadas a inundações.
(Fonte de dados: Estação meteorológica E3-035 do IAG-USP)
Bolsista em trabalho de campo. (Foto de Ligia M. A. Leite Ribeiro)

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Instituto Geológico realiza vistoria em Monteiro Lobato após fortes chuvas atingirem a região

 Planejamento do sobrevoo
Reunião com a prefeita Daniela e secretários

Atendendo solicitação da Prefeitura Municipal de Monteiro Lobato o Instituto Geológico (IG) realizou, conjuntamente com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC), vistoria técnica no âmbito da operação do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) em várias áreas do município que foram afetadas pela forte chuva ocorrida entre 25 e 26 de janeiro (103 mm) e que contribuiu para um acumulado de 133 milímetros em três dias.

Além dos locais identificados como áreas sujeitas a escorregamentos foram visitados pontos da várzea do Rio Buquira que foi atingida por inundação e na qual foram atingidas diversas moradias e destruídas pontes que davam acesso aos bairros

Segundo o protocolo de operação do Plano o município ingressou no nível de ALERTA e foi indicada a interdição preventiva de quatro moradias, assim como o monitoramento constante das áreas de risco.

CLIQUE AQUI e veja o balanço parcial de atendimentos da Operação Chuvas de Verão 2017-2018

Maiores informações:


quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Operação Chuvas de Verão 2017-2018: Instituto Geológico apresenta balanço parcial de atendimentos do Plano Preventivo de Defesa Civil Estadual

 São Luiz do Paraitinga
Ribeira

O Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) entra em operação anualmente, no período de (01/12 a 31/03) por isso também é conhecido como “Operação Chuvas de Verão”. É coordenado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) e conta com o apoio técnico do Instituto Geológico (IG), abrangendo um total de 175 municípios.

O PPDC envolve ações de monitoramento dos índices pluviométricos (chuvas), previsão meteorológica, vistorias de campo e atendimentos emergenciais. O Plano está dividido em 4 níveis operacionais: OBSERVAÇÃO, ATENÇÃO, ALERTA E ALERTA MÁXIMO e para cada nível existe uma ação específica para enfrentamento da situação. O PPDC tem um caráter preventivo, com objetivo principal de evitar a ocorrência de mortes, por meio da remoção preventiva e/ou temporária da população que ocupa as áreas de risco, antes que os escorregamentos atinjam suas moradias.

Desde que foi criado em 1989 o PPDC constitui-se em um importante instrumento capaz de subsidiar as ações preventivas dos poderes públicos municipais e estadual, principalmente quando estes buscam soluções de problemas causados pela ocupação de áreas de risco. Também podem ocorrer atendimentos emergenciais a outras localidades que não possuem Planos Preventivos, tendo em vista a prevenção de acidentes, a partir do acionamento e análise do evento por parte da CEDEC e do IG.

As vistorias técnicas EM CARÁTER EMERGENCIAL implicam em fazer a avaliação das áreas críticas sujeitas a escorregamentos de encosta, ou sujeitas a inundação indicadas pelas Defesas Civis Municipais (COMDECS) de forma a propor a interdição de moradias em risco iminente com necessidade de remoção de moradores. Esta atuação tem por objetivo principal preservar a vida dessas pessoas.

Desde o início do período chuvoso, por solicitação da CEDEC, o IG realizou vistorias em 2 municípios: São Luiz do Paraitinga (3 áreas) e Ribeira (1 área).

Em São Luiz do Paraitinga (Leste do Estado) foram vistoriadas 3 áreas nas quais ocorreram escorregamentos localizados decorrentes das chuvas ocorridas entre 12 e 17 de janeiro. Além destas as equipes estiveram presentes em outros 3 locais nos quais ocorreram inundações/enxurradas que atingiram diversas moradias e resultaram em perdas materiais. Apesar dos ocorridos, não foi necessária a interdição de moradias.

Em Ribeira (Vale do Ribeira) foi vistoriado um trecho de cerca de 500 m de extensão da Rodovia Sebastião Ferraz de Camargo Penteado (SP-250). Neste local a encosta foi afetada por processos de escorregamentos e quedas de blocos deflagrados pelas chuvas ocorridas no dia 29/12/2017, cujos índices atingiram acumulados de 186 mm entre 29 e 31/12/2016. Os processos interditaram a Rodovia, bem como destruíram parcialmente trechos do pavimento. Nesta vistoria os técnicos recomendaram que seja feita a interdição preventiva da via conforme determinados índices pluviométricos e previsões meteorológicas, além de estudos futuros de avaliação de estabilidade da encosta.

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