quinta-feira, 29 de março de 2018

Prorrogado a “Operação Chuvas de Verão” do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) 2017-2018 até o dia 06/04

Reunião Técnica da Comissão Executiva do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC)

Em reunião técnica da Comissão Executiva do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) realizada no dia 28/03/18, no Palácio dos Bandeirantes, foi avaliado a necessidade ou não de prorrogação da “Operação Chuvas de Verão”, que normalmente termina no dia 31 de março.

Além da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC), estiveram presentes representantes do Instituto Geológico (IG), do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Casa Militar, da SOMAR (meteorologia) e das Coordenadorias Regionais de Defesa Civil (REDEC’s). Após a abertura da reunião, foi solicitado a SOMAR que apresentasse uma projeção das chuvas para o período pós 31 de março. Segundo as previsões meteorológicas, existe a possibilidade de alguns eventos de chuvas intensas no começo do próximo mês.

Neste sentido, os representantes entenderam que não seria oportuno o encerramento da operação conforme o programado, e de comum acordo, optou-se por manter as atividades da operação até as 24 horas do próximo dia 06 de abril de 2018.

Sobre o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC)

O PPDC entra em operação anualmente, no período de (01/12 à 31/03) por isso também é conhecido como “Operação Chuvas de Verão”. É coordenado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) e conta com o apoio técnico do Instituto Geológico (IG), instituído por meio de Termo de Cooperação Técnica entre os dois órgãos. Atualmente o plano abrange um total de 175 municípios em diversas regiões do estado.

O PPDC envolve ações de monitoramento dos índices pluviométricos (chuvas), previsão meteorológica, vistorias de campo e atendimentos emergenciais. O Plano está dividido em 4 níveis operacionais: OBSERVAÇÃO, ATENÇÃO, ALERTA e ALERTA MÁXIMO e para cada nível existe uma ação específica para enfrentamento da situação. O PPDC tem um caráter preventivo, com objetivo principal de evitar a ocorrência de mortes, por meio da remoção preventiva e/ou temporária da população que ocupa as áreas de risco, antes que os escorregamentos atinjam suas moradias.

Desde que foi criado em 1989 o PPDC constitui-se em um importante instrumento capaz de subsidiar as ações preventivas dos poderes públicos municipais e estadual, principalmente quando estes buscam soluções de problemas causados pela ocupação de áreas de risco. Também podem ocorrer atendimentos emergenciais a outras localidades que não possuem Planos Preventivos, tendo em vista a prevenção de acidentes, a partir do acionamento e análise do evento por parte da CEDEC e do IG.

Para mais informações acesse o site da Defesa Civil: (http://www.defesacivil.sp.gov.br/)

terça-feira, 27 de março de 2018

Há 132 anos era criada a Comissão Geográfica e Geológica (CGG)

 Primeiros Técnicos da CGG
 Corredeira do Tombo do Meio
Mapa de São Paulo com área desconhecida antes de 1886


A COMISSÃO GEOGRÁFICA E GEOLÓGICA (CGG) iniciou suas atividades em 27 de março de 1886, substituindo a Comissão Geológica do Brasil. Ambas tinham como finalidade a prestação de serviços ao governo do Estado de São Paulo, que vivenciava a impulsão do crescimento econômico, decorrente da expansão cafeeira. Com a cafeicultura e o acelerado crescimento econômico da Província de São Paulo, surgiu a necessidade de se conhecer o território paulista. Assim a CGG destinou-se a realizar pesquisas e levantamentos detalhados sobre o solo, clima, geomorfologia, geologia e hidrografia do Estado de São Paulo. O trabalho da CGG revelou-se extremamente importante para o processo de ocupação territorial no interior do Estado.

Entre suas realizações destacam-se as expedições exploratórias aos grandes rios, e, assim como os antigos Bandeirantes, os pesquisadores utilizaram essas vias naturais de transporte para iniciar os levantamentos científicos. Os trabalhos da CGG duraram até 1931, e quase tudo que se realizou na pesquisa (mapas, relatórios, documentos fotográficos, além de equipamentos), passaram a pertencer a diversos órgãos e instituições de pesquisa como o Instituto Geológico, o Instituto de Botânica, o Instituto Florestal, o Instituto Geográfico e Cartográfico, o Centro Tecnológico de Hidráulica e Recursos Hídricos, o Museu Paulista (Ipiranga), o Museu de Zoologia, o Museu de Arqueologia e Etnologia, o Instituto Astronômico e Geofísico, dentre outros.

Colaboraram na Comissão, pesquisadores e naturalistas famosos como: Theodoro Sampaio, Albert Loefgren, Orville Adelbert Derby, Francisco de Paula Oliveira, Luiz Felipe Gonzaga de Campos, entre outros.

A CGG, em 45 anos de existência, lançou em média duas publicações por ano, colaborando com seus levantamentos no reconhecimento e planejamento do espaço territorial paulista. Deve-se ainda à CGG a aquisição e coleta de parte das coleções que atualmente compõem o acervo do Museu Geológico – MUGEO.

Criado em 2010 a Curadoria do Acervo Histórico, do MUGEO, tem como objetivo identificar, organizar, descrever, preservar e divulgar o acesso às informações de uma importante documentação relativa aos estudos geocientíficos que nortearam a ocupação do solo no Estado de São Paulo. O arquivo abrange o período entre 1886 e 1975 e seu objetivo maior é o de manter a conservação dessa documentação para as futuras gerações e permitir o fácil acesso às informações para pleno uso dos cidadãos e dos pesquisadores.

Ao longo desse ano a equipe do Centro de Comunicação Técnico-Científica, em conjunto com a Curadoria do Acervo Histórico disponibilizarão os relatórios históricos da CGG. A principio 3 relatórios históricos estão disponíveis e já podem ser acessados pelo link abaixo.

Publicações disponíveis para download

segunda-feira, 12 de março de 2018

Áreas de risco no Litoral Norte e no Vale do Paraíba foram avaliadas pelo Instituto Geológico


 São Luiz de Paraitinga
Ubatuba
Bananal

No mês de fevereiro, na passagem do 22 para o dia 23 o Município de Ubatuba foi atingido por fortes chuvas que geraram volumes acumulados de 300 mm em 72 h. No dia 23 foram realizados atendimentos emergenciais em dois bairros. No bairro Sesmaria foi registrado 1 óbito em decorrência de escorregamento que atingiu algumas moradias em duas áreas, e no bairro de Enseada duas outras áreas também foram atingidas por escorregamento, ferindo 1 pessoa. A Prefeitura Municipal e a Defesa Civil Estadual prestaram apoio aos moradores.

No dia 27, uma outra equipe realizou vistoria técnica no Distrito Catuçaba, Município de São Luiz do Paraitinga, que foi severamente afetado por uma forte precipitação pluviométrica ocorrida no fim da tarde do dia anterior (26/02), cujo acumulado de três horas foi medido em 139 mm. Ocorreram enchentes, inundações e solapamento de margens ao longo do Ribeirão do Chapéu e de seus tributários. No centro do Distrito foram atingidas ruas e aproximadamente 150 moradias, que nos casos mais extremos o nível da água ultrapassou 1,5 m. A Prefeitura Municipal e a Defesa Civil Estadual prestaram apoio aos moradores.

Já no mês de março, nos dias 07 e 08 foram realizadas vistorias emergenciais no Município de Bananal, que foi atingido por fortes chuvas ocorridas nos primeiros dias do mês, tendo sido registrado pela Coordenadoria Municipal de Defesa Civil um acumulado de aproximadamente 70 mm em três horas. Estas chuvas deflagraram diversos escorregamentos em taludes naturais, de corte e aterros, alguns dos quais atingiram moradias e vias.

No Município de Areias, o acumulado de chuva de 175 mm em 72 horas deflagrando escorregamentos de taludes de corte em diversos pontos do Município. Como resultado das vistorias, além de outras recomendações, foi indicada a interdição preventiva de 8 moradias durante o período chuvoso.

CLIQUE AQUI e veja como foi a análise de risco emergencial em São Sebastião e Ilhabela.

CLIQUE AQUI e saiba como foi o atendimento em Monteiro Lobato.

CLIQUE AQUI e veja o balanço parcial de atendimentos da Operação Chuvas de Verão 2017-2018.

Maiores informações:

CLIQUE AQUI para saber mais sobre o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC)