sexta-feira, 13 de abril de 2018

Amigos e funcionários do Instituto Geológico homenageiam o Pesquisador Científico Geraldo Hideo Oda

 Geraldo Hideo Oda
Funcionários do Instituto Geológico

Após 42 anos de dedicação ao Instituto Geológico (IG), o pesquisador Geraldo Hideo Oda aposentou este ano (2018). Geólogo por formação, consolidou sua carreira de pesquisador científico na área da hidrogeologia, chefiando por vários anos, com competência e equilíbrio, a equipe da Seção de Hidrogeologia.

Durante sua carreira, acompanhou atividades de perfuração de poços e desenvolveu pesquisas sobre o Aquífero Tubarão desde a década de 70. Por sua importante contribuição ao conhecimento do Aquífero Tubarão no Estado de São Paulo, o pesquisador foi um dos responsáveis pela elaboração do Mapa de Águas Subterrâneas do Estado de São Paulo, publicado em 2005.

Valorizado pela sua conduta ética, profissionalismo e companheirismo no ambiente de trabalho, funcionários e a diretoria da instituição realizaram, no dia 13 de abril, uma breve cerimônia em sua homenagem, onde a equipe de Hidrogeologia pode expressar sua admiração e prestar seus agradecimentos por todo o conhecimento e experiência que o pesquisador dedicou a todos aqueles que tiveram a sorte de trilhar o caminho da hidrogeologia no IG.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

O Instituto Geológico participa do II Seminário Estadual e I Internacional de Educação em Redução de Riscos e Desastres



Distribuição do certificado de participação


Assistente Pedro Carignato recebendo o certificado de apresentação


Assistente Pedro Carignato na apresentação do evento


Nos dias 03 e 04 de abril de 2018, realizou-se na Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores do Estado de São Paulo “Paulo Renato Costa Souza“, em Perdizes, o “II Seminário Estadual e I Internacional de Educação em Redução de Riscos e Desastres” para discutir como a comunidade deve pensar e olhar o ambiente em que vive para entender a dinâmica dos eventos geodinâmicos mais conhecidos como desastres naturais.

No primeiro dia, ocorreram duas videoconferências. A primeira com a participação do Major PM Basso representando a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Governo do Estado de São Paulo (CEDEC/SP), a representante da Secretaria Estadual da Educação (SEE), Prof. Andrea Cristina B. Cardoso, que explicaram a parceria entre a SEE/SP e o CEDEC/SP. Na segunda, a participação da Profa. Tania Regina M. Resende do Centro de Apoio Pedagógico Especializado (CENP/SEE/SP) e a Profa. Debora Olivato, representando a Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEM), apresentando a implantação do projeto nas escolas estaduais.

No segundo dia, abriram o evento o Secretário Estadual da Educação José Renato Nalini e a Secretária da Casa Militar Coronel PM Helena dos Santos Reis, coordenadora da Defesa Civil Estadual para a discussão sobre a participação dos órgãos públicos e educadores na aplicabilidade do projeto nas escolas e receptividade dos alunos ao que está sendo passado para eles com relação ao tema. Contou ainda, com a participação de pesquisadores da Costa Rica e Paraguai.

O evento teve a participação de educadores, profissionais integrados a Defesa Civil Estadual, bem como pesquisadores e representantes da sociedade civil que atuam junto as comunidades quando ocorre os eventos. O principal debate foi como educar a comunidade a reconhecer os riscos, se preparar para reagir se algo acontecer, e ser resiliente ao evento quando acontecer. Ser resiliente é ter a capacidade de se adaptar e crescer após situações de crise ou adversidades. Superar desafios, aprendendo a transformar algo ruim em uma forma de superar os obstáculos que ocorrem quando acontece algum evento geodinâmico, conhecido como desastres naturais.

Durante os dois dias, os palestrantes das universidades discutiram a formação do professor para poder ensinar sobre a dinâmica da Terra; como o poder público se prepara para os eventos e como ele reage quando ocorre; experiencias em outros países latinos foram apresentados; e como os pesquisadores dos institutos de pesquisa disponibiliza suas pesquisas para a discussão com a comunidade.

O Instituto Geológico (IG), participou do evento com o Assistente de Pesquisa Pedro Carignato B. Leal que apresentou uma palestra sobre a atuação do IG na divulgação científica através das bolsas de pesquisa para o Ensino Médio e Superior, o trabalho de orientação nos atendimentos feitos em conjunto com a Defesa Civil e principalmente com o material didático produzido pelo instituto em forma de cartilhas, livros e recursos didáticos diversos. Em meio aos depoimentos, a professora de escola estadual, Grazieli Alessandra de M. Vitoriano da cidade de Campos do Jordão, comentou que foi através de um curso realizado em 2014 para os educadores e profissionais ligado a educação do IG em parceria com a Defesa Civil de Campos do Jordão, que possibilitou ao entendimento da dinâmica que interfere no território da sua cidade, trazendo um entendimento que sua participação deveria fazer a diferença nos eventos e sua cidade, e assim quando ocorreu a possibilidade de ajudar no projeto de Educação para os Eventos de Risco na sua escola, ela abraçou a ideia. São estes depoimentos que traduz o trabalho de pesquisa feito pelo IG.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

A exposição fotográfica itinerante “Os Rios da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo – Documentos do Passado – 1886 a 1910” completa 21 anos

 UMAPAZ, Parque do Ibirapuera - SP
 UMAPAZ, Parque do Ibirapuera - SP
 UMAPAZ, Parque do Ibirapuera - SP
 UMAPAZ, Parque do Ibirapuera - SP
UMAPAZ, Parque do Ibirapuera - SP

A exposição fotográfica itinerante “Os Rios da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo – Documentos do Passado – 1886 a 1910” é composta por fotos históricas que retratam as expedições realizadas pela CGG entre 1886 a 1910. As expedições percorreram os principais rios do estado de São Paulo: Paranapanema, em 1886; Paraná, Tietê, Feio (Aguapeí) e do Peixe, em 1905; e rio Grande e afluentes, em 1910.

Idealizada em 1997 pelo Museu Geológico (MUGEO), do Instituto Geológico (IG), a exposição contou com apoio da Petrobras e da Vitae para ser concretizada e tem como objetivo apresentar a atuação da CGG nas expedições de reconhecimento do território paulista ocorridas no final do século XIX e início do século XX. Participaram das expedições pesquisadores e naturalistas famosos, como Theodoro Sampaio, Albert Loefgren, Orville Adelbert Derby, João Pedro Cardoso, Francisco de Paula Oliveira, Luiz Felipe Gonzaga de Campos, entre outros.

Por ser uma exposição itinerante, um grande número de pessoas, de várias regiões do estado de São Paulo, teve a oportunidade de conhece-la. Recentemente, a exposição esteve na cidade de Botucatu (junho de 2017) e também na Capital, na Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura da Paz, no Parque do Ibirapuera (novembro de 2007 a março de 2018).

Por mais de 20 anos a exposição apresentou ao público, por meio de suas fotos históricas, as mudanças ocorridas na paisagem natural do Estado de São Paulo ao longo de mais de cento e vinte anos, despertando a reflexão sobre a importância pioneira desse trabalho, seu valor histórico, as causas e consequências para a atualidade.

A Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo

A história da Comissão Geográfica e Geológica remete aos processos de transformação ocorridos no início do século XX no Estado de São Paulo, principalmente aqueles relacionados às mudanças da paisagem natural decorrentes do processo de ocupação do território paulista e da apropriação econômica dos recursos naturais. A comissão foi patrocinada pela elite cafeeira, que via em seus trabalhos a possibilidade de aumentar a produção e, também, sua influência política.

A CGG realizou estudos, levantamentos cartográficos e relatos detalhados da geografia, geologia, climatologia, botânica, hidrografia e zoologia, da então Província de São Paulo e posterior Estado de São Paulo. O trabalho realizado serviu de base para a ocupação territorial das áreas até então consideradas “desconhecidas” no Estado.

Entre suas realizações destacam-se as expedições exploratórias aos grandes rios paulistas, e, assim como os antigos Bandeirantes, os pesquisadores utilizaram essas vias naturais de transporte para iniciar os levantamentos científicos. Os trabalhos da CGG duraram até 1931, e quase tudo que se realizou em pesquisas (mapas, relatórios, documentos fotográficos, além de equipamentos) passou a pertencer aos diversos órgãos e instituições de pesquisa dela originadas, como o Instituto Geológico, os Institutos de Botânica, Florestal, Geográfico e Cartográfico, Astronômico e Geofísico (USP), dentre outros, além de museus, como o Museu Geológico (MUGEO), do IG, e os de Zoologia e o Paulista (Ipiranga).